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O polêmico passeio às Minas de Cerro Rico – Potosí

Potosí é uma cidade colonial que lembra muito Ouro Preto e outras cidades históricas de Minas, situada a 4.090 metros acima do nível do mar, é uma das cidades mais altas do mundo!

Prédios coloniais em Potosí

Prédios coloniais em Potosí

Potosí e Ouro Preto não tem só suas arquiteturas coloniais típicas em comum, assim como a cidade mineira, Potosí também teve suas minas exploradas pelos europeus, a diferença é que por lá os exploradores eram os espanhóis e o metal precioso, a prata.
A economia da cidade gira em torno do famoso Cerro Rico, seja no turismo ou na mineração, que ainda continua na ativa, onde diariamente centenas de mineiros trabalham em condições deploráveis, sob efeito de folhas de coca e álcool 96% para amenizar o cansaço e a fome.
As minas de Cerro Rico são organizadas por cooperativas que permitem a visitação de turistas que embora seja perigosa e nada turística, é na minha opinião, uma experiência única. (Veja no fim do post porque)

O tour pode ser comprado em qualquer agência de Potosí, nós do blog Outdoor., compramos na agência Carola Tours por 60 BOL, cerca de R$20,00, preço bem abaixo da média, conseguimos esse valor depois de dizer várias vezes que éramos brasileiros e muito choro. Funciona!
A agência é pequena, a mesma senhora que nos vendeu o pacote, nos guiou nas minas. Apesar disso o serviço foi excelente, e a senhora era muito bem instruída.

Como é o tour:
Marcamos o tour para um domingo às 14 horas, inclusive isso pode ser um problema para algumas pessoas, no domingo os mineiros não trabalham, logo, ver como é realmente o trabalho deles não é possível. Se você quiser ter essa experiência programe-se para fazer o passeio em um dia de semana. Para nós, mesmo sem essa parte do tour foi igualmente impressionante.
Saímos da sede da agência no horário marcado em um microbus que nos levou morro acima até a vila dos mineiros. Lá colocamos os macacões de borracha, botas, capacete e lanterna de cabeça. Ainda na vila, a guia nos mostrou o “Mercado dos Mineiros” e os objetos que eles compram lá, desde folhas de coca até bananas de dinamite! Nesse lugar os turistas também compram folhas de coca e refrigerantes para oferecer aos mineiros.

mercado de mineiros

Mercado dos Mineiros

Depois desse ponto, o microbus sobe ainda mais e nos leva até o pé da montanha Cerro Rico. Ali a altitude já é bem mais elevada e a respiração fica mais difícil, além da dor de cabeça pegar forte, só mascando folhas de coca pra aliviar. Pelo menos a vista lá de cima compensa!

Falta de ar e uma vista de tirar o fôlego

Falta de ar e uma vista de tirar o fôlego

Da base do Cerro Rico começa a aventura de verdade, a guia nos dá as últimas orientações e algumas informações sobre a mina e os mineiros.
Dali já dá para perceber que aquilo não é brincadeira, entramos pela mina Rosário, a entrada é apertada e suja, um trilho sai dessa entrada, nesse trilho saem os entulhos das explosões do interior da mina.

Entrada da mina Rosário

Entrada da mina Rosário

O ambiente próximo a entrada é frio úmido, fica difícil caminhar em meio a tantas poças de água lamacenta e ás vezes é necessário engatinhar para passar por lugares estreitos e baixos. A medida que o grupo vai descendo os níveis, (Sim, a mina desce, e desce muito!) o ambiente muda totalmente e torna-se quente, muito quente e seco, o cheiro de enxofre e a poeira de sílica incomodam.

Descendo os níveis da mina

Descendo os níveis da mina

Ficar algumas horas ali dentro e depois imaginar pessoas trabalhando ali diariamente, até 15 horas por dia é difícil e impressionante. A importância da guia é evidenciada a cada segundo do tour, existem várias bifurcações, escadas e passagens que sem uma pessoa experiente seria impossível se orientar lá dentro.

A orientação é difícil e o ambiente todo escuro

A orientação é difícil e o ambiente todo escuro

Um dos pontos altos do tour é a visita ao “Tio”, a divindade dos mineiros embaixo da terra. “El Tio” como é chamado pelos mineiros lembra muito um diabo, com grandes chifres e rosto assustador. Os mineiros oferendam álcool, folhas de coca e cigarros, esses últimos, são acendidos e colocados em sua boca para “El Tio” “fumar”, bizarro! Dizem os mineiros que ali, embaixo da terra, “El Tio” é o deus e que oferendam a ele para pedir proteção durante o trabalho.

El Tio, a divindade embaixo da terra

El Tio, a divindade embaixo da terra

Existe uma grande polêmica entre os viajantes em torno desse tour, que divide os que acham o passeio exploratório e desumano e os que acham válido e enriquecedor.
Já disse e repito que esse não é um passeio turístico, é um tour perigoso, que inclusive precisa-se assinar um termo de isenção de responsabilidade, que basicamente diz que se você morrer, nem as cooperativas de mineiros, nem a agências tem responsabilidade sobre qualquer coisa de aconteça lá. Não posso negar que seja um passeio nada agradável, muito menos saudável, mas ainda assim indico fazê-lo, mas com respeito, principalmente com os mineiros.

Vejo o tour pelas Minas de Cerro Rico como uma experiência única, as minas são a Bolívia em sua essência máxima! Ver tudo aquilo de perto, as condições e o pouco que ganham pelo que fazem, só me fez aumentar o respeito por esse povo tão sofrido e trabalhador que são os bolivianos.

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Keisuke Kira
Sobre Keisuke Kira

Paulistano, estudante de biologia, amante de fotografia. Adora a cidade mas prefere a montanha. Como todo biólogo ama estar no mato. Curte um pedal, trekking, e viagens nem se fala! Mais posts

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